Prazer, eu.
Sou um dos produtos da soma de 1+1 que deu 6. Mas isso é começar muito do início, talvez. Vou ser mais direto. Sou o João, e o que me trouxe até aqui foi o interesse em entender o comportamento humano. Por esse mesmo interesse me dedico à área de criação. Somos todos criadores, não?
“De uma escolha atenta a outra, a vida inteira é uma forma de autoexpressão.” - Rick Rubin
Assim, crio estratégia, marca, símbolo, percepção, conversa, presença, design… Tudo o que se traduz em expressão de marcas que querem se destacar, marcas que querem se conectar, marcas que querem ser a diferença positiva na vida do outro.
Para me dar base, me graduei em Publicidade e Propaganda. Para solidificar ainda mais minha base, escolhi me especializar e fazer MBA em Neurociência, Marketing e Consumo. Para sempre me colocar num caminho de evolução, sempre me recordo e me cobro de que “só sei que nada sei”, e se nada sei, sempre poderei aprender. Sou apaixonado por leitura, escrita, cinema, música, toda arte em geral e também louco por ciência. Afinal, a ciência é a nossa melhor ferramenta para desvendarmos a realidade que nos cerca.
Marca, ao contrário do que muitos pensam, não é um logo, paleta de cores ou um produto. Marca é percepção, é o sentimento do outro, é o que dizem que sua marca é. E esse é meu objetivo, estou aqui para criar a expressão que conecta e torna uma marca em percepção que converte.
Porquê
Por bastante tempo eu me sentia “sujo” por ter feito publicidade, e isso me roubava qualquer chance de perspectiva em me sentir bem trabalhando com isso. Esse sentimento me fez aprofundar bastante em buscar uma razão para a publicidade, e me perguntar de toda forma por que fazer isso? A única coisa que me vinha na cabeça era que eu estaria apenas reforçando a frase de Tyler Durden em Clube da Luta: “As coisas que você possui, acabam possuindo você”.
Era justamente isso que eu não queria, aprofundar no estudo do comportamento humano apenas para reforçar o ato de consumo desenfreado e incentivar que as pessoas queiram se tornar aquilo que podem comprar, o status que querem esbanjar socialmente, a negação da realidade que se tenta esconder atrás de tantos bens materiai. Assim me senti por bastante tempo, e esse sentimento era como um freio que me dizia que estar estagnado era melhor do que conseguir evoluir e ser parte do que move as pessoas a um comportamento cego por consumo. Depois de colecionar frustrações e crises de identidade, entendi que eu podia evoluir de outra maneira.
Consegui entender que aquilo que eu estudava não precisava me tirar do caminho cercado pelos meus valores. Eu poderia evoluir e percorrer esse caminho que enxergo pelos valores que o criam, e justamente ser criterioso para trabalhar com marcas que fazem o mesmo, marcas que oferecem algo que vá além do consumo por consumo ou produtos que carregam a destruição velada de seus consumidores.
Experimentei a ideia de abandonar a publicidade, e foi quando a abandonei que pude encará-la pelo lado de fora, enxergando-a como um todo. Pude enxergar que muitos compartilhavam de valores mais humanos também, e aqui decidi sempre evoluir para criar argumentos cada vez melhores que levem pessoas por um caminho que seja benéfico a elas. A publicidade é justamente “tornar público”, seja uma ideia, um produto, serviço ou o que for.
Na literalidade da publicidade mora meu porquê. Quero tornar público principalmente ideias que nos levem para um caminho humano e benéfico através do conhecimento sobre como nos comportamos. Pode soar como presunção, talvez, não é a impressão que quero passar. Nem mesmo me botar como bom samaritano. Apenas traçar o caminho que busco percorrer.